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O movimento.
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História da atuação internacional.

 



[ COMÉRCIO JUSTO ]


História da atuação internacional

O movimento do comércio justo teve início na Holanda, onde foi aberta a primeira loja baseada nos princípios do fair trade, em 1969. A partir dessa data, o movimento alcançou rapidamente outros países europeus: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Inglaterra, Irlanda, Itália, Suécia, Suíça. Atualmente, Japão, Canadá e Estados Unidos já foram incorporados ao movimento mundial.

Em 1990, após 10 anos de cooperação informal, as várias organizações não-governamentais e de comércio alternativo que trabalhavam o comércio justo criaram a Associação Européia de Comércio Justo (EFTA), a Federação Internacional de Comércio Alternativo (IFAT) e uma organização de certificação de produtos de comércio justo, a FLO (Fair Trade Labelling Organizations). Em 2001, o movimento ganhou força, por meio de uma associação entre as quatro principais organizações internacionais envolvidas: a FLO, a IFAT, a EFTA e a NEWS! (Network European World Shops), que se uniram numa Federação Internacional (a FINE).

A reunião desses diversos organismos permite a conquista de definições comuns sobre o comércio justo, o que facilita a ampliação da compreensão internacional do conceito do fair trade: uma relação comercial baseada no diálogo, na transparência, no respeito e na justiça e no desenvolvimento sustentável.

Os valores envolvidos nos negócios do comércio internacional triplicaram nos últimos 20 anos, porém os benefícios desse comércio não foram divididos igualmente entre os países. Os 48 países menos desenvolvidos do mundo tiveram suas exportações diminuídas para 0,4% do total mundial nessas duas décadas, enquanto Estados Unidos e União Européia representam hoje 50% do movimento mundial. A competição é injusta.

O comércio justo é uma das principais respostas aos problemas enfrentados pelos pequenos produtores dos países pobres. Ele dá aos consumidores a oportunidade de usar seu poder de compra para equilibrar o jogo em favor das comunidades empobrecidas.