Empreendedoras Sociais que a Mundaréu ajudou a revelar: Fernanda do Arte da Mata

Nossa personagem é exemplo de que os sonhos direcionam as nossas vidas e decisões.

Fernanda produzindo

Fernanda nasceu e cresceu numa pequena cidade do cerrado mato-grossense. Como a maioria das mulheres de lá, se dedicava às atividades de casa e sempre que podia viajava com o marido caminhoneiro ou ajudava o seu pai com gado. Apesar de gostar muito de estar perto da família, cuidando de todos, Fernanda queria ampliar seus horizontes, sempre quis cursar uma faculdade, mas não sabia por onde começar.

Nortelândia é uma pequena cidade do Mato Grosso que tem apenas seis mil habitantes. Durante muitos anos teve como principal atividade econômica o garimpo. Atualmente a cidade vive da agropecuária e as ofertas de emprego são escassas.

Quando o Projeto Sementeia (Mundaréu + Instituto Camargo Correia) foi apresentado, Fernanda que já adorava artesanato resolveu participar porque enxergou uma oportunidade de emprego, mas não acreditava que o empreendimento realmente vingaria. No decorrer das atividades ela se mostrou empreendedora e uma líder e tanto, dividia todos os seus conhecimentos com suas companheiras e está sempre em busca de  novos aprendizados.

Fernanda checando os e-mails do grupo

Os desafios propostos pelo projeto levaram- na a perder o “medo”, como ela mesma diz e aprender a mexer no computador. Para facilitar o acesso de todas as mulheres, comprou um netbook para checar os e-mails do grupo, o que fortaleceu a participação de todas na gestão do Arte da Mata.

“Se me perguntassem como funciona uma empresa antes do projeto, eu não saberia responder, eu não tinha ideia como começar um negócio… Hoje já tenho um pouco de conhecimento e é o que me faz continuar aqui e buscar ainda mais…” – Fernanda.

A administração do Arte da Mata foi outra barreira a ser vencida por Fernanda. Apesar da capacitação que as artesãs receberam através do projeto, ela percebeu a necessidade de saber mais, para gerenciar o empreendimento: está cursando o primeiro ano de Administração de Empresas, na Faculdade Integrada de Diamantina, cidade vizinha a Nortelândia.

Apesar de sentir- se distante da família, tornou-se uma mulher mais independente, vaidosa e encontrou no Arte da Mata um espaço que a ajudou a se descobrir!

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    Mundaréu lança publicação sobre experiência de comércio justo

    A sistematização do Projeto Renovação do Trabalho Artesanal em Comunidades de Guarujá, ano 1, resultou numa brochura que apresenta de forma clara a metodologia utilizada pela Mundaréu na criação de pequenos negócios. A particularidade é a implementação de um projeto que funciona em rede, desde o seu nascedouro. Além disso, detalha o trabalho de desenvolvimento comunitário, imprescindível neste tipo de projeto. Aguarde para breve sua distribuição.

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      Empreendedoras Sociais que a Mundaréu ajudou a revelar: Lourdes do Conkistart

      Vamos apresentar a vocês uma série de posts sobre os empreendedores que participaram de projetos da Mundaréu. A Maria de Lourdes Figueredo é a primeira!

      Conhecemos nossa personagem no projeto realizado pela Mundaréu em parceria com o Instituto Walmart em São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. Baixinha, muito simples e aparentemente tímida Lourdes surpreende.

      Maria de Lourdes Figueredo

      Sua família era do interior, ela e seus 11 irmãos sofreram uns bocados durante a infância. As dificuldades financeiras obrigaram- na a trabalhar com apenas 12 anos e, para pegar firme no batente, teve que abandonar a escola quando ainda cursava a 4º série do ensino fundamental. Mesmo depois de casada continuou trabalhando como doméstica para garantir o sustento da casa e dos cinco filhos. Para concretizar o sonho da casa própria, Lourdes, o marido e seus vizinhos colocaram a mão na massa, com o material e o terreno cedido governo, construíram, em mutirão, suas próprias casas.

       

      O Projeto Brilha foi a concretização de um sonho que as amigas do Jardim da Conquista já tinham: uma oficina de costura para garantir renda. Essa iniciativa superou as expectativas das participantes em seu nível de estruturação, gestão e processo produtivo. Com 40 participantes trabalhando de forma cooperativa, desenvolvendo ampla linha de produtos, o grupo se especializou em sacolas de diferentes matérias primas, todas sustentáveis. A sede era um grande problema, que foi resolvido novamente em mutirão, as mulheres do grupo e outros moradores do Jardim da Conquista se organizaram e juntos construíram a sede da Conkistart, em um espaço que estava sendo construído para a Associação de Moradores.

       “Ah, o projeto foi ótimo, hoje me sinto mais independente, muitas coisas mudaram e o melhor de tudo, é que posso comprar presentes para os meus netinhos sem mexer no orçamento de casa!” – Maria de Lourdes Figueredo.

      Com o desenvolvimento do projeto foi possível aparecer nessa mulher tímida seu lado de liderança. Serena e dona de uma paciência só dela, apazigua os desentendimentos do grupo e passou a ser referência para as mulheres do Conkistart.

      Hoje, ela se considera mais independente e descobriu que também pode ajudar o próximo. Tornou- se uma das melhores professoras da Oficina Escola. Algumas das mudanças em sua postura são visíveis, outras, as mais profundas apenas ela pode perceber.

      Sede da Associação Conkistart

      A Conkistart é muito mais de que uma oficina de costura, é a concretização do sonho de dezenas de mulheres, é um espaço de convivência, de trocas de experiência e a materialização do ambiente de trabalho, enfim é um espaço de transformações!

       

       

       

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